quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Testemunhar
Ao ler livros como "Tell the Truth" decWill Metzeger Radical Together" de David Platt, ouvir algumas pregações sobre esse tema (ser discipulos e fazer discipulos-missões), ter alguns exemplos vivos com um dom magnifico nessa matéria, reflicto...Não quer isto dizer que eu já não pensasse neste assunto. Mas reflicto como algo que nem sempre tem sido fácil para mim. A minha alegria e esperança nisto também está em Cristo. Porque eu sei que se alguém dependesse de mim para ser salvo, morreria sem ter conhecido a Cristo, mas Deus é soberano e usando a minha vida ou uma pedra, Ele salvará aqueles que tiver que salvar. Se isto me faz descansar e pensar de que nāo me adianta estar preocupada se não estou a cumprir esta missāo? Nāo, nāo faz,o meu coraçäo e o meu pensamento tem estado concentrados em perceber melhor como posso partilhar acerca deste Deus que merece todo o nosso viver, que inunda a minha vida com um amor e um perdāo que eu nem sei explicar e que Aquele eu espero vir a encontrar naquele lugar em que nāo haverá choro e haverá alegria constante pela Sua presença.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Deus- Senhor dos nossos relacionamentos
Ver os nossos relacionamentos de uma outra forma faz todo o sentido. Olhar para os nossos relacionamentos não apenas numa esfera horizontal, mas também e principalmente numa esfera vertical. Deus é Senhor dos nossos relacionamentos. Assim, passamos a olhar para os mesmos sabendo que Deus está a trabalhar através de nós e em nós próprios tendo em vista um processo de transformação. Relacionamentos como parte da actividade redentora de Deus.
(...) our relationships do not belong to us; they belong to the Lord. God uses them to prepare a people to himself. These everyday relationships are essential to the plan of personal transformation ordained before the world began(...) This view of our relationships must transform the way we respond to one another(...)
moments of difficulty are moments of redemption.
Intruments in the Redeemer´s Hands, Paul David Tripp
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Será que é desta?
Ao olhar para este blog é impossível fugir ao facto de saber que o tempo voa. Não há um post escrito no ano passado. De certa forma, dei o blog por terminado. Falta-me o tempo e a arte de escrever. Então, qual o motivo deste texto? É uma boa pergunta, que eu nem sei bem se me devia atrever a responder. Este blog tem o nome que tem em homenagem à canção "Quem tem medo do Lobo Antunes" de Samuel Úria. Na altura, além de gostar da canção, o gosto pela escrita do Lobo Antunes foram o motivo desta escolha. Agora tento regressar, mantendo o mesmo blog com o mesmo nome, porque o gosto pela "cantiga" continua, o gosto pelo António Lobo Antunes continua, mas o gosto pela leitura cresceu. No entanto, a maior razão é a escrita. Voltar a tentar colocar as palavras em algum sitio com a esperança de que o blog me motive para isso.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Livro
Como é possível não perceber muito de um livro por causa do seu Inglês e ao mesmo tempo estar a gostar tanto de lê-lo!
"On a basic pastoral or relacional leve, a theology of the cross allows us to love and serve a suffering person independent of whether or not, or how fast, he is healing. We can walk with these people in their present pain, as opposed to impatiently focusing on their future health.
God is right there, not somewhere else(...)
Even when we've lived throught abusive situations, we don´t want to make the mistake of inhibiting a great future God may have in store by dwelling on the past. Regardless of what happened, or who harmed us, we can´t allow ourselves to accept the pain as possibly of God´s work in our life"
(Glorious Ruin, Tullian Tchividjian)
"On a basic pastoral or relacional leve, a theology of the cross allows us to love and serve a suffering person independent of whether or not, or how fast, he is healing. We can walk with these people in their present pain, as opposed to impatiently focusing on their future health.
God is right there, not somewhere else(...)
Even when we've lived throught abusive situations, we don´t want to make the mistake of inhibiting a great future God may have in store by dwelling on the past. Regardless of what happened, or who harmed us, we can´t allow ourselves to accept the pain as possibly of God´s work in our life"
(Glorious Ruin, Tullian Tchividjian)
quarta-feira, 6 de março de 2013
+ Filhos
Sempre estranhei o facto de uma familia com três filhos (como o meu caso) ser considerada uma família numerosa no meu País de origem - Portugal. Se numeroso significasse ter algo que se pudesse numerar, ora até com um filho podia ser uma família numerosa. Mas não é, visto que a palavra "numerosa" significa "em grande número", é um bocado dificil compreender onde três é um grande número, claro há coisas em que três pode ser um grande número, como por exemplo comer três bolos de uma vez, mas percebe-se claramente que não é disso que estou a falar. Tudo fez mais sentido quando cheguei aqui ao Mississippi e três filhos era um número bastante comum, encontrando à minha volta pessoas com 4, 5, 6, 7, 8 e 11 filhos. Podia ser um facto natural, apetece-lhes e pronto, mas é mais profundo que isso, é uma convicção cristã de que os filhos não são um fardo, são um mandamento. Não quero discutir aqui se o um filho também não é cumprir o mandamento, mais uma vez não é disso que falo, embora se tivesse que aconselhar alguém diria para não ter apenas um, até me arriscaria a dizer para não ter apenas aquele número que muita gente considera o número perfeito de filhos-2. (tirando as excepções óbvias de pessoas que não podem ter filhos, ou mais do que um, etc...).
Mas, à medida que a família vai aumentando vão-se passando coisas à nossa volta e ao ler este artigo lembrei-me disso. Este artigo refere algumas das coisas que as familias numerosas vão ouvindo.
http://shine.yahoo.com/parenting/10-things-never-mom-big-family-154600448.html
Se acrescentassemos a este artigo o que as familias com filhos todos do mesmo sexo, poderiamos colocar: "Està à procura da menina?", "É outro rapaz, que pena!" "Eu tenho uma menina e um rapaz, saiu-me mesmo à sorte grande!":
As minhas respostas não seriam com certeza as que leio no artigo (embora perceba a sua parte engraçada), mas gostaria que compreedessem que as nossas decisões e as coisas que nem sequer passam pelas nossas mãos são obra de Deus e neste caso por em causa uma criança que nasce, seja rapariga ou rapaz é com certeza estar a perguntar aos Pais qual o filho que dispensavam (dura pergunta) e questionar a soberania de Deus.
Mas, à medida que a família vai aumentando vão-se passando coisas à nossa volta e ao ler este artigo lembrei-me disso. Este artigo refere algumas das coisas que as familias numerosas vão ouvindo.
http://shine.yahoo.com/parenting/10-things-never-mom-big-family-154600448.html
Se acrescentassemos a este artigo o que as familias com filhos todos do mesmo sexo, poderiamos colocar: "Està à procura da menina?", "É outro rapaz, que pena!" "Eu tenho uma menina e um rapaz, saiu-me mesmo à sorte grande!":
As minhas respostas não seriam com certeza as que leio no artigo (embora perceba a sua parte engraçada), mas gostaria que compreedessem que as nossas decisões e as coisas que nem sequer passam pelas nossas mãos são obra de Deus e neste caso por em causa uma criança que nasce, seja rapariga ou rapaz é com certeza estar a perguntar aos Pais qual o filho que dispensavam (dura pergunta) e questionar a soberania de Deus.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Filhos
Se os filhos atrapalham?
Bem, podiamos dizer que sim.
Nos três dias que fomos passear ao Natchez, depois do Natal, lembrei-me várias vezes do que fazia antes de ter filhos em viagens do género.
Dormia o tempo que queria, lia o tempo que queria, andava o tempo que queria, comia onde e quando queria, visitava os sitios que queria. Com eles não é assim, muito embora a viagem tenha corrido bem e os meus filhos tenham aproveitado muito. E conseguimos fazer "coisas de adultos" como ver Museus com a sua companhia, a verdade é que não me podia deitar tarde e tinha de me levantar mais cedo, comiamos as refeições com eles e também a pensar neles, não me podia aventurar em andar muito nos caminhos que apareciam e claro ficavamos mais cansados. Estávamos limitados sim.
Mas, pela graça de Deus, reconheço que os filhos não nos atrapalham, ensinam-nos, não são um fardo, são uma benção.
Por isso, apesar do cansaço instalado se Deus me desse a oportunidade de ter outro filho, agradecia e recebia como uma preciosa benção.
A vida com eles não é a mesma, e dou graças a Deus por isso.
"Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão.
Como flechas da mão do valente, assim são os filhos da mocidade.
Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava"
Bem, podiamos dizer que sim.
Nos três dias que fomos passear ao Natchez, depois do Natal, lembrei-me várias vezes do que fazia antes de ter filhos em viagens do género.
Dormia o tempo que queria, lia o tempo que queria, andava o tempo que queria, comia onde e quando queria, visitava os sitios que queria. Com eles não é assim, muito embora a viagem tenha corrido bem e os meus filhos tenham aproveitado muito. E conseguimos fazer "coisas de adultos" como ver Museus com a sua companhia, a verdade é que não me podia deitar tarde e tinha de me levantar mais cedo, comiamos as refeições com eles e também a pensar neles, não me podia aventurar em andar muito nos caminhos que apareciam e claro ficavamos mais cansados. Estávamos limitados sim.
Mas, pela graça de Deus, reconheço que os filhos não nos atrapalham, ensinam-nos, não são um fardo, são uma benção.
Por isso, apesar do cansaço instalado se Deus me desse a oportunidade de ter outro filho, agradecia e recebia como uma preciosa benção.
A vida com eles não é a mesma, e dou graças a Deus por isso.
"Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão.
Como flechas da mão do valente, assim são os filhos da mocidade.
Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava"
sábado, 15 de dezembro de 2012
A opção de estar em casa
No bairro onde vivemos no Mississippi e na nossa Igreja, a maior parte das familias, depois de ter filhos, optou por ter a mulher em casa a tomar conta dos seus filhos e da sua casa. Podiamos pensar que aqui não há a pressão que existe em Portugal de terceiros, tentando ridicularizar a situação, ou preocupando-se, para eles, legitimamente com a carreira e a situação financeira. Mas não é assim em várias das experiências que já ouvimos. Alguns foram ridicularizados e a situação financeira não é assim tão confortável. A verdade é que foi uma opção que a maior parte acredita ser a opção que Deus quer. Do que em pouco tempo podemos observar, não se sente opressão de um sexo para o outro, a opção é tomada perante Deus e cada um tenta cumprir a sua função perante o Senhor, e não há dúvida que vemos a Igreja a poder ajudar mais. E portanto no seguimento do post anterior acho que posso afirmar: Porque é que tivemos tantas refeições? Porque é que tinhamos alguém a olhar pelos miúdos? Porque é que havia maior disponibilidade para visitar? Porque as mulheres estão em casa, e afinal imagine-se, não estão a fazer "nada", estão a fazer muito e nesse muito está o serviço a Deus através do serviço aos outros.
Bençãos/Blessings
Após ler este post http://raisinghomemakers.com/2012/9-ways-to-bless-a-mom-on-bed-rest/ senti vontade de escrever sobre a nossa experiência. Como não tenho jeito para a escrita, não consigo concluir 9, ou mais ou menos maneiras de abençoar uma mãe que está doente, ou grávida. No entanto, achei que podia partilhar esta experiência que Deus nos deu, que prova o seu amor para connosco através do amor e cuidado dos outros.
Poucos meses depois de chegarmos ao Mississippi, tive um problema de saúde, que não permitia fazer algumas das tarefas normais da casa, tendo-me levado mesmo alguns dias a ficar praticamente sem me levantar. O que recebi nesse tempo de dor e aflição é caso para levantar os braços e agradecer ao Senhor das nossas vidas:
- Um marido que cuidou das crianças e de mim;
- Esposas de estudantes (Women in Ministry) que nos prepararam refeições;
- Mulheres da Igreja que nos preparam refeições;
- Vizinhas e mulheres da Igreja que ficaram com os nossos filhos durante consultas médicas ou que os vigiavam para eles brincarem no nosso bairro;
- Pessoas que enviavam cartas e mensagem;
- Vizinhas que ajudaram a arrumar a casa e passar a roupa;
- ofertas da Igreja e de familiares para que o meu Pai pudesse vir até cá ajudar-nos;
- Visitas e Orações por nós.
Talvez me possa estar a faltar alguma coisa, mas fica transmitida a ideia que desejava! E mais tarde pode chegar a nossa vez de fazer o mesmo serviço a Deus e aos outros.
After reading this post http://raisinghomemakers.com/2012/9-ways-to-bless-a-mom-on-bed-rest/ I wanted to write about our experience. Since I have no way to write, I can not conclude 9, or about ways to bless a mother who is ill, or pregnant. However, I thought I could share this experience that God gave us, which proves his love for us through the love and care of others.
A few months later we get to Mississippi, I had a health problem that did not allow me to do some of the normal duties of the house, and even brought me a few days to be practically without getting up. What I received in this time of pain and grief is the case for raising our arms and thank the Lord of our lives:
- A husband who took care of the children and me;
- Wives of student (Women in Ministry) whom prepared meals for us;
- Women in the Church who prepare meals, too;
- Neighbors and women of the Church who were with our children during medical appointments or watched them play in our neighborhood;
- People who sent cards and messages;
- Neighbors who helped clean the house and ironing;
- Offers church and family so that my father could come up here to help us;
- Visits and prayers for us.
Perhaps I may be missing something, but this was the idea that I wish to convey! And later can reach our turn to do the same service to God and others.
A few months later we get to Mississippi, I had a health problem that did not allow me to do some of the normal duties of the house, and even brought me a few days to be practically without getting up. What I received in this time of pain and grief is the case for raising our arms and thank the Lord of our lives:
- A husband who took care of the children and me;
- Wives of student (Women in Ministry) whom prepared meals for us;
- Women in the Church who prepare meals, too;
- Neighbors and women of the Church who were with our children during medical appointments or watched them play in our neighborhood;
- People who sent cards and messages;
- Neighbors who helped clean the house and ironing;
- Offers church and family so that my father could come up here to help us;
- Visits and prayers for us.
Perhaps I may be missing something, but this was the idea that I wish to convey! And later can reach our turn to do the same service to God and others.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Estranhas conversa
Estando alguém a conversar com o seu médico, uma consulta de rotina, acerca dos efeitos secundários de um medicamento. O médico refere que não há nada a apontar de importante. Entretanto diz, "mas não tome se vai conduzir á noite ou se vai sair" , ao que a pessoa replica "mas isso parece um bocado assustador?". "Não é assustador, eu só não quero que vá parar com o carro três vezes ao passeio por ter adormecido, como eu. E tive muita sorte". Ok, ou o conceito de efeitos secundários não é o mesmo, ou o conceito de assustador ou o conceito de idade adequada para conduzir!
sábado, 16 de julho de 2011
Recordações significativas
Há uns anos atrás, na minha Igreja, esteve um Pastor (durante 8 anos), que significou muito.
Na altura, ainda era adolescente/jovem e na última reunião de jovens, bem como num dos últimos cultos, ele pregou sobre Filipenses 4:4-8. Não me voltei a esquecer. Por isso hoje escrevo:
"Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo, alegrai-vos.(...)
Não andeis ansiosos de coisa alguma, em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com acções de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus."
Lembro-me dele enfantizar que a promessa não se baseava na resolução dos problemas (pelo menos como nós pudessemos pensar), mas no facto de que a paz de Deus nos guardaria. Depois de ter sofrido um AVC (esse Pastor), com certeza que tudo lhe vai fazendo mais sentido, e embora a minha experiência não seja essa, o meu desejo é que a Paz de Deus me guarde em todos os momentos.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Se Deus é por nós!
Há dias em que nos apetece chorar por duas razões, por tudo e por nada. Nesses dias é bom saber:
"Se Deus é por nós, quem será contra nós? (...)
Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito:
Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
Porque eu estou bem certo, que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor"
(Romanos 8: 31; 35-39)
"Se Deus é por nós, quem será contra nós? (...)
Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito:
Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
Porque eu estou bem certo, que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor"
(Romanos 8: 31; 35-39)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Finalmente acabei
Depois de 6/7 meses acabo a leitura dos Irmãos Karamazov de Dostoiévski. Este tempo não tem nenhuma relação com o facto de gostar ou não do livro, mas sim de um ritmo de leitura. Assim, termino com a seguinte citação:
"«Senhores jurados- começou o acusador-, o presente processo ribombou por toda a Rússia. O que há nele, aparentemente, que seja digno de admiração, o que há nele que possa aterrorizar tanto? Sobretudo entre nós? É que somos pessoas muito habituadas a estas coisas! O horror consiste precisamente no facto de estes acontecimentos tenebrosos quase deixarem de ser horriveis para nós! É disso que é preciso ter medo, do nosso hábito, e não do crime concreto deste ou doutro indivíduo. Em que residem as causas da nossa indiferença, da nossa atitude, que não passa de uma morna atitude, para com estes sinais do tempo que nos profetizam um futuro pouco invejável? Residirão no nosso cinismo, ou no esgotamento precoce do intelecto e da imaginação da nossa sociedade ainda tão jovem, mas tão prematuramente decrépita? Será que residem nos nossos princípios morais ancilosados até aos alicerces, ou, no final de contas, no facto de tais princípios morais nem sequer existirem entre nós?(...) Porém, alguma vez também nós teremos de começar a viver sóbria e reflectidamente.»"
Marta Nunes Oliveira
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Filhos
Se há coisa que não consigo entender, são as pessoas que defendem que ter apenas um filho é melhor. Que digam que apenas querem um filho, por razões pessoais ainda se pode entender, mesmo que não se concorde, agora que é melhor...não sou da psicologia, mas de facto sou da "experienciologia". Além de por príncipio defender que se deve ter filhos, olho para os meus (incrivelmente com três já somos uma familia numerosa, quase ridiculamente afirmo que qualquer dia basta ter 2 ou até 1 para isso acontecer) e vejo a alegria de estarem uns com os outros, a companhia que sentem mesmo depois de estarem com amigos ou primos e não se ligarem chegarem a casa e desfrutarem uns dos outros. Também tive três irmãos e alegro-me por ter crescido numa família assim, recordo sempre com satisfação os momentos passados juntos. Se é mais difícil para os pais, sim, por experiência aqui abdicou-se da carreira, de algumas saídas, de viver mais desafogado financeiramente. Mas de que vale tudo isso, no dia de amanhã? O amor que aprendemos com os filhos e aquilo que eles ganham com os Pais e uns com os outros é fruto de um Amor muito maior que ninguém poderá igualar e não há nada que se compare a viver cada vez mais esse Amor, o Amor de Deus!
Marta Nunes Oliveira
sexta-feira, 11 de março de 2011
Vizinhança
Finalmente tenho "vizinhos" pertencentes a mesma comunidade cristã. E isso tem sido fabuloso. É encomendas que recebemos por que eles não estão em casa, podermos jantar algumas vezes, ensaiarmos as músicas para o Culto em casa, correr uns com os outros, etc. Não há dúvida que sabe bem!
Marta Nunes Oliveira
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Leituras
"O Mundo proclamou a liberdade, especialmente nos últimos tempos, e o que vemos na liberdade deles? Só escravidão e suicídio! Porque o mundo diz: "Tens necessidades, portanto satisfá-las, porque tens os mesmos direitos que as pessoas mais nobres e mais ricas. Não temas satisfazê-las mas, inclusive, multiplica-as" - eis a doutrina actual do mundo (...) Entendendo a liberdade como a multiplicação e a rápida satisfação das necessidades, deformam a sua natureza, porque geram em si muitos desejos, hábitos e invenções absurdos e estúpidos (...) Não é pois de admirar que, em vez da liberdade, eles tenham entrado na escravidão e que, em vez do serviço pelo amor fraterno e pela unidade humana, eles tenham entrado no caminho da separação e do isolamento, da solidão." (Dostoiévski, F., Os Irmãos Karamázov)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Decisões
Após seis meses, regresso à escola numa situação normal, mas sem ser para dar aulas, pois este ano decidimos que ficaria em casa. De facto, a surpresa foi boa. A maioria dos colegas, compreendeu a nossa decisão de ficar "mãe a tempo inteiro", não que isso mudasse alguma coisa, mas faz-me lembrar a toda a hora, que quem conhece profundamente a escola, entende a importância de acompanhar os filhos (mesmo que tomasse opções diferentes e mesmo não sendo cristãs), pois o que temos visto não nos agrada e sabemos ser este o futuro da nossa sociedade. Os nossos governantes deviam deixar de dizer que apoiam as familias, para começar a apoiar as familias de facto se pretendem que isto vá a algum lado.
No final, encontro uma colega minha, que ficou extremamente contente com a minha decisão e percebeu este ponto de vista, dizendo que gostava de ter um marido em que uma coisa assim fosse possível (ainda não é casada) e terminou dizendo "Daqui a um ano, espero voltar a ver-te nessas condições e com esse sorriso tão belo".
E de facto, é isso que eu peço a Deus!
Marta Nunes Oliveira
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Depois de um ano, algo para dizer
Quase um ano depois, decido escrever neste blog. Intitulei o blog de "Quem tem medo do Lobo Antunes" por gostar muito da canção do Sr. Samuel Ùria e ao mesmo tempo de ler António Lobo Antunes. Mas, acho que neste momento sinto-me com medo de Dostoievsky (espero ter escrito bem, não me apetece ir confirmar). Isto porque queria ler um livro sobre simplicidade e o meu marido aconselho-me, nem mais nem menos, do que "Os irmãos Karamazov", que em tamanho não é nada simples, são apenas dois volumes (4 partes), logo eu que nunca me entusiasmei com livros grandes. Vamos lá ver onde vai dar esta aventura, pelo menos até agora, acho que em menos de dois meses li a 1ª parte, parece mau, mas não para mim...
Triman
domingo, 13 de dezembro de 2009
Reflexões
No final do mês passado rumámos 12 dias até Viseu, além de um tempo mais sossegado por não ter de fazer refeições nem tratar de tanta coisa em casa foi um tempo de alguma reflexão, porque ouvimos tantas queixas à nossa volta, quando em situações de frio, podemos aquecer as nossas casas, ou o nosso corpo, em situação de apetite podemos saciá-lo, em situação de doença podemos ser atendidos. Deviamos ser muito gratos e generosos ao apercebermos de tal realidade!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Perspectivas de vida
Pensava que só voltaria a escrever aqui quando regressasse ao trabalho, mas cá estou. A verdade é que regresso após ter ido ao meu local de trabalho.
Ontem, fui entregar papelada à escola, os meus colegas e funcionários cheios de perguntas e admiração pelo facto de ter três filhos. Embora achem um tanto ao quanto estranho, o que me parece normal na sociedade que vivemos. Mas, um colega em particular ficou, já pela 2ª vez, bastante chocado com isso. Para ele é como se nós fossemos irresponsáveis por termos passado do nº 2, referiu que eu é que devia ter ganho juízo, e que para ter filhos eram precisas várias coisas inclusive muito dinheiro. Este meu colega colocou-me com um atestado ou de irresponsabilidade ou de riqueza, quando eles ganham mais que eu. Não há dúvida que agradeço muito a Deus pelo trabalho que tenho e o ordenado que recebo, mas não entremos por aí. Além disso, o que ele diz é que no fundo eu podia dispensar um destes filhos e ficava muito melhor e isso sinceramente não é coisa que se ponha em questão!
Marta Nunes Oliveira
sexta-feira, 5 de junho de 2009
De Profundis, Valsa lenta
Ontem decidi ler "De profundis, Valsa Lenta", (de José Cardoso Pires) pelos seguintes motivos:
Primeiro, queria ler um livro deste autor, que tanto fala António Lobo Antunes nas suas entrevistas e segundo, porque o meu irmão tinha oferecido este livro ao meu cônjuge, e ambos tinham gostado.
Não me lembrava qual era o tema, mas assim que comecei a ler comentamos por aqui que talvez não fosse a melhor leitura para esta altura. No entanto, já tinha iniciado e iria continuar. Depois de terminado, percebo que não foi uma leitura inadequada para a altura:
"Eu, eu, saído da névoa, a ir ao encontro de mim na superfície dum vidro emoldurado e com a sensação ou com a certeza (ah sim, com a certeza, a mais certeza) de que encontrara a memória. Incrível a memória tinha reaparecido, o coágulo de sangue, esse selo que me estrangulara o cérebro, diluíra-se no segredo do corpo e eis-me livre, renascido..." (J.C.P.)
Triman
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